<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744</id><updated>2009-11-03T20:29:55.448-02:00</updated><title type='text'>Reticências...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-6769700217261949571</id><published>2009-09-16T20:04:00.001-03:00</published><updated>2009-09-16T20:06:13.448-03:00</updated><title type='text'>Sobre Abóboras, Ratos e Sapatos...</title><content type='html'>Poucos sabiam de sua existência. Ficava trancafiada no quarto, com seus livros estranhos e sempre falando sozinha. Não tinha amigos e pouco se importava com isso. A "família" já não lhe dava mais tanta importância. Afinal, ela deixava claro, sempre que possível, que aquela não era e nunca seria sua família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe morrera no parto. Dela, as únicas coisas que restaram, foram os milhares livros guardados no seu quarto, os quais só ela sabia do que se tratavam, e a fama de ter conseguido o marido através de um antigo ritual demoníaco, passado por gerações no ramo feminino de sua família, que lhe custara a alma. O pai, um rico comerciante, morreu anos após o segundo casamento, quando ela não passava de uma simples criança. Mas sua ausência após a morte era pouco diferente de sua ausência em vida e isso fez com que ela se acostumasse, desde sempre, com a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora criada pela madrasta e suas 2 filhas. Mas o seu temperamento arisco e sua personalidade forte acabaram desgastando qualquer tentativa de relacionamento com as mulheres da casa. E pouco a pouco ela foi se isolando de tudo e de todos, até chegar o ponto de ficar trancafiada no quarto, ao ponto de ninguém saber o que ela fazia ou do que gostava. E ela estava bem assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém fora daqueles muros sabia como era o rosto da filha da bruxa. E nem precisava saber. Os dias, os meses, os anos passavam e ela continuava trancafiada no quarto, entretida nos livros da mãe. Até "aquele" dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia ela completava seu décimo-oitavo aniversário. Naquele dia ela se tornava capaz de colocar em prática qualquer um dos ensinamentos dos velhos livros da mãe. Ela passara dezoito anos esperando esse dia. E esse dia finalmente tinha chegado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destrancou o quarto, foi até a cozinha e pegou uma abóbora. Trouxe-a de volta pro quarto e colocou seus ratos (sim, ela criava ratos no quarto, e os considerava seus "amigos") na abóbora, acendeu algumas velas e leu um dos velhos livros. Após alguns minutos recitando um velho poema em latim, uma fumaça densa tomou conta de seu quarto. A luz do Sol cessou e parecia que o tempo havia parado lá dentro. E no meio de tanto mistério, só se destacavam 2 olhos vermelhos brilhando através da densa fumaça na escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Não existia fada-madrinha pra ela. E em pouco tempo (ou muito tempo, já que naquela dimensão criada na atmosfera do próprio quarto o tempo simplesmente não passava) ela selava seu acordo. Afinal, algumas almas eram um pequeno preço a pagar pela conquista de todos seus desejos e toda sua liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite ela saira de casa pela primeira vez em anos. Fora a um aniversário de dezoito anos. Poderia ser o dela, mas não era. E enquanto andava pelas ruas em direção ao baile, vestidos e sapatos de couro, cabelos negros como a noite, e pele branca como a lua, foi observando os olhares atentos e hipnotizados sobre ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dançou como nunca havia dançado. E conquistou como nunca havia conquistado. E entre essas danças e conquistas, achara seu "príncipe" que se tornara encantado após conhece-la. E foi embora a meia noite, como mandava o figurino. Não sem antes esquecer o sapato, não de cristal como nos contos de fada, mas de couro, pra combinar com sua personalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E claro que seu príncipe buscou a dona do sapato. E claro que achou. E claro que acabaram se casando e se mudando pra uma mansão em algum lugar afastado de tudo. E claro que tudo terminou bem para a "mocinha" do nosso conto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto a madrasta e as irmãs?! Bom... aqueles olhos vermelhos não costumava fazer acordos de graça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque contos de fadas podem ser mais sombrios do que parecem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a postar. Ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-6769700217261949571?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/6769700217261949571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=6769700217261949571&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/6769700217261949571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/6769700217261949571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2009/09/sobre-aboboras-ratos-e-sapatos.html' title='Sobre Abóboras, Ratos e Sapatos...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-5542722433426371590</id><published>2009-03-30T21:12:00.001-03:00</published><updated>2009-03-30T21:13:20.194-03:00</updated><title type='text'>Pensamentos...</title><content type='html'>Eu me lembro bem da primeira vez que a vi. Seu olhar, o qual se mostraria diversas vezes perdido, transmitia uma sensação de segurança e satisfação de estar no lugar que estava. Orgulhosa de si, de suas conquistas e das recompensas que elas trouxeram pra sua vida. Tudo parecia ter finalmente se encaixado naquela confusa e agitada vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira impressão que ela passava era de ser uma mulher de personalidade forte, determinada, diferente de todas e orgulhosa disso. Provavelmente eram os cabelos que causavam essa impressão, em certas partes verdadeira, diga-se de passagem. Cabelos esses de um vermelho tão forte e intenso que assustavam ao primeiro olhar, mas apaixonavam aos olhares seguintes. Ela sabia disso e usava, mesmo que inconscientemente esse poder de atração, de Femme Fatale, ao seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo, pela primeira vez em anos, parecia estar no lugar onde sempre deveria estar. As brigas de família já não tinham tanta importância quanto antes. As brigas com o namorado muito menos. Aliás, que namorado?! As cobranças, as pressões, o que antes a enchia de angústia, tinham dado lugar aquela sensação de segurança que ela transmitia no olhar. Tudo, pela primeira vez em anos, parecia estar no lugar onde sempre deveria estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como nem tudo são rosas (mesmo que aquelas rosas combinassem com seus cabelos), aquela sensação de segurança ia dando lugar a dúvidas e incertezas. Aquelas velhas dúvidas e incertezas que a faziam querer fugir, de tudo e de todos e ficar, pelo menos por instantes, em um mundo só dela e de mais ninguém. Mais uma vez, seu mundo saia do lugar quando ela achava que a situação estava sob controle. E ela, mais uma vez, não sabia o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensava. Pensava em todo o caminho percorrido. Pensava em tudo que vivera até aquele momento. Pensava no tempo que ela desperdiçara e no tempo que ela continuava desperdiçando. Fosse por falta de coragem de mudar ou mesmo por acomodação. Pensava na vida como um todo. E de tanto pensar, chegou a conclusão que tudo, mais uma vez, ia acabar em pensamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-5542722433426371590?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/5542722433426371590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=5542722433426371590&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5542722433426371590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5542722433426371590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2009/03/pensamentos.html' title='Pensamentos...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-8830524778537250311</id><published>2008-11-03T21:49:00.003-02:00</published><updated>2008-11-04T21:58:37.669-02:00</updated><title type='text'>Pingos de Amor...</title><content type='html'>"Meu amor. Eu continuo esperando ouvir sua voz do outro lado. Meus dedos já estão gastos de tanto repetir o seu número naquele velho telefone de roleta. Eu vejo os dias passando através da janela, mas mal consigo me mexer. Tudo foi tão rápido que nem deu tempo de agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me pergunto se eu não vou mais ouvir sua doce voz outra vez. Será que tudo foi por água abaixo?! Será que tudo acabou assim, de uma hora pra outra?! Será que eu não merecia ao menos uma chance de te explicar?! Será que logo você, tão madura, tão certa de si, ia agir feito uma criança imatura e se isolar no seu próprio mundo?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não consegui te dizer, mas no dia que você partiu, eu resolvi andar pra tentar entender. Lembra aquela praia que a gente costumava ir nas madrugadas de sábado?! Aquela maré alta, aquela areia macia, aquela lua cheia iluminando o céu. Tudo aquilo me fez lembrar o seu sorriso, a sua força, o nosso amor. Não é possível que tudo acabe assim, tão de repente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone continua chamando e você não atende. Mas eu não desisto, e você sabe disso. Nada vai me fazer esquecer aquela promessa que você tinha me feito, lembra?! Hoje era o dia que a gente tinha tanto esperado, e eu ainda espero que você volte a ser o que você era antes de tudo isso. Eu ainda espero que aquela promessa seja realizada hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, como você não atende, ao menos leia essa carta, que eu estou deixando debaixo da sua porta, vou pro lugar que a gente combinou antes. Espero que as letras que ficaram borradas pelas minhas lágrimas não te impeçam de ler o que eu escrevi. Você sabe onde me encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está chovendo cada vez mais lá fora. E está chovendo cada vez menos aqui. As lágrimas e os pingos se transformam em uma só gota. Está chovendo pingos de amor..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem tempo pra internet, por isso a ausência. Quando der, volto com força total. Por enquanto, isso é tudo. Enjoy!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-8830524778537250311?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/8830524778537250311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=8830524778537250311&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/8830524778537250311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/8830524778537250311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/11/pingos-de-amor.html' title='Pingos de Amor...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-5886951768715965874</id><published>2008-08-24T22:49:00.001-03:00</published><updated>2008-08-24T22:49:37.476-03:00</updated><title type='text'>Valsas e comprimidos...</title><content type='html'>O tempo tinha passado depressa demais pra linda menina que bailava ao som das mais belas valsas. A pureza do olhar, a delicadeza dos gestos, a doçura da voz, tinham ido embora com o passar dos anos. Duros anos, que transformaram aquela delicada amante da arte em uma forte e determinada mulher de negócios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas belas valsas que tocavam na vitrola de sua avó quando ela era mais nova, foram trocadas por desafinadas buzinas, milhares de vozes que tentavam uma sobressair sobre a outra, e diversos comprimidos para enxaqueca. Ela sentia falta daquelas melodias perfeitas, mas seu tempo livre era tão raro, que nem as melhores lembranças de sua infância arranjavam um lugar nele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, ela acabava de se repreender por se pegar cantarolando, mais uma vez, aquela valsa, do segundo espetáculo que ela tinha feito quando criança. Essas distrações estavam se tornando cada vez mais comuns, mesmo ela fazendo de tudo para esquecer dessa nostalgia "estúpida" (pelo menos era o que ela dizia a si mesma para se convencer) e voltar aos negócios. Fazia muito tempo que ela trabalhava para conseguir esse importante projeto e não ia deixar nada atrapalhar. Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rascunhos e projetos na sua frente. Notas e melodias na mente. Água e remédios na mesa. Lembranças e valsas na cabeça. A caneta sendo usada cada vez mais forte. A música tocando cada vez mais forte...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela queria fugir. Talvez todos queiram fugir, mas poucos tenham coragem pra isso. E ela, os olhos viajando entre os comprimidos e as chaves, se indagava se teria a coragem necessária para abandonar tudo. Ela sabia que era um caminho sem volta. Se fosse embora naquele momento, sabia que uma nova vida começaria, e tudo que fora conquistado até o momento ficaria pra trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos continuavam viajando. Comprimidos, chaves, indecisão, atitude, certo, duvidoso. Os olhos pararam por um momento. E o brilho do metal das chaves era refletido no brilho do seu olhar. A decisão estava tomada. Já passava da hora de escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num brusco movimento, sua mão direita parou sobre o molho de chaves. A mão esquerda, livre, serviu para abrir a gaveta ao lado. Guardou a chave lá dentro, pegou o copo d'água, um comprimido para enxaqueca e engoliu. Um talvez fosse pouco, então engoliu outro, só por garantia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorriu, por se achar tão idiota ao ponto de cogitar a idéia de largar tudo. Ela sabia que nunca faria isso. Seu passado de bailarina não passava disso. De passado. As valsas aos poucos iam cessando. O som dos rabiscos nos papéis foi tomando o ambiente. A bailarina não bailava mais. Pelo menos não as velhas valsas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-5886951768715965874?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/5886951768715965874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=5886951768715965874&amp;isPopup=true' title='30 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5886951768715965874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5886951768715965874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/08/valsas-e-comprimidos.html' title='Valsas e comprimidos...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>30</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-5560601629933312502</id><published>2008-07-13T14:29:00.006-03:00</published><updated>2008-07-14T13:29:20.517-03:00</updated><title type='text'>Girassóis...</title><content type='html'>Ela tinha passado a tarde toda deitada, sentindo o forte aroma de chão batido misturado ao leve perfume daqueles girassóis, e ouvindo o silêncio (daqueles que conseguem ser ouvidos, mesmo que só por algumas pessoas) que a muito tempo ela almejava ouvir. Parecia que aquele lugar fora feito exatamente pra ela, e ela, como uma pessoa que acaba de receber o melhor dos presentes, aproveitou cada minuto possível naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem que os Girassóis surgiram após uma linda moça se apaixonar pelo Deus Apolo e acompanhar seu trajeto pelos céus, dia após dia, até se tornar a flor. Mas ela nunca acreditava em histórias, fossem reais, fantasiosas ou as ambas juntas. Talvez pelas desilusões com as suas próprias histórias (fossem elas de amor ou de aventura), só os fatos reais importavam. Histórias não passavam de sonhos agora. Daqueles sonhos que não são sonhados, diga-se de passagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas passar a tarde toda deitada em um campo de girassóis, apreciando a beleza do Sol (que era observado e até mesmo julgado por aqueles belos e questionadores olhos negros) e de suas admiradoras amareladas, é algo que faz até mesmo a mais cética das pessoas, acreditar em alguma coisa. Nem que seja numa simples história ou num grande sonho (ou talvez em ambos). E ali, no meio daquela imensidão de cores vibrantes, ela acreditou. Não sabia ao certo em que (ou em quem), mas algumas histórias passavam a fazer sentido (mesmo que não fizessem sentido algum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento aumentava a medida que Apolo cavalgava pra longe, pro outro lado. Ela agora acreditava em Apolo e acreditava em Girassóis. E mesmo sem saber, acreditava naquelas velhas histórias de amor. E talvez tenha sido isso que tenha colocado aquele sorriso satisfeito no rosto dela. E definitivamente foi isso que transformou aqueles questionadores olhos negros em olhos repletos de certeza e ardor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se levantou. Já era tarde, e Apolo já tinha levado sua carruagem para outro lugar. A Lua surgia imponente no céu limpo, sem estrelas. Ela sabia que tinha muito a aprender e a acreditar ainda, e que essa mesma Lua ia ajudar nessa tarefa. Mas não naquele dia. Ela já tinha acreditado demais...&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicado a Vabz Queiroz. Porque as vezes Gérberas se transformam em Girassóis ;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blog com nome novo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-5560601629933312502?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/5560601629933312502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=5560601629933312502&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5560601629933312502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5560601629933312502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/07/girassis.html' title='Girassóis...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-2699258346501747791</id><published>2008-05-15T22:21:00.006-03:00</published><updated>2008-05-16T17:52:41.963-03:00</updated><title type='text'>Páginas Arrancadas...</title><content type='html'>"Terceiro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada minuto que passa eu me sinto mais absorvido pela atmosfera doentia desse lugar. Hoje não foi muito diferente dos dois primeiros dias. Pelo menos agora eu já tenho uma noção do que fazer e, mais importante ainda, o que não fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu achei que isso aqui seria menos duro que a prisão, eu tava muito enganado. Parece que tudo isso é um mundo a parte (e talvez seja), que vai sugando sua sanidade aos poucos, até você chegar ao final da estrada, até você se tornar mais um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não entendo porque eu, um cara "normal", com emprego, família, amigos, e toda aquela merda que todo mundo tem, vim parar nessa droga de lugar. Eu nunca fui de saber muitas coisas, mas se tem uma coisa que eu sei é que eu não fiz nada que justificasse isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quase nunca as coisas são como deveriam ser. Eu sabia que não devia ter mudado meu caminho aquela noite. Mas mesmo assim eu mudei. E aquela aparentemente pequena mudança, fez com que a minha vida inteira mudasse. Presenciar um assassinato brutal não é uma coisa que se possa considerar agradável. E muito menos quando o assassino é uma das pessoas mais influentes da porra da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá pra cá, foi tudo uma enchente de acontecimentos. Ele não podia ser preso, e alguém tinha que levar a culpa. Então sobrou pro idiota aqui que resolveu mudar o caminho pra casa naquela maldita noite. Em menos de uma semana eu já tava dentro da jaula, condenado pelas pessoas, facilmente manipuláveis, antes mesmo de ser condenado pela "justiça". Aliás, que justiça?! A justiça deles, ou a nossa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chega de remoer o passado. Eu sei que vai ser foda ficar por aqui, e se eu ficar pensando no passado eu vou ficar como eles bem rápido. Bem que o advogado que eles me arrumaram disse pra eu ocupar minha cabeça com alguma coisa antes que ficasse louco. E é por isso que eu tô aqui, escrevendo essa droga. É melhor que "conversar" com o cara que abriu a própria barriga porque as vozes mandaram, ou com a mulher que acha que é casada com Hitler. Bom, com ela eu não ia poder conversar, já que segundo os guardas tem quase 3 semanas que ela só fala em alemão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando neles, e porque não com os guardas? Eu nunca fui muito com a cara de policiais, mas nessa situação eu até tentei conversar com um. Mas aprendi da pior maneira possível que é proibido qualquer contato com eles. O único contato que eu posso ter com os "cavaleiros azuis" como diz um dos meus companheiros de cela, é mediado pelo cassetete que eles usam pra controlar os presos. Então eu prefiro continuar escrevendo por aqui mesmo. É menos dolorido. Pelo menos fisicamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, já é noite, e o sinal avisando que as luzes vão se apagar já tocou. Eu não dormi direito desde que cheguei aqui, e meu corpo demonstra isso. Acho que o cansaço vai acabar vencendo o meu senso de alerta, e o sono vai ser inevitável. Só espero que não aconteça nada comigo durante a noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo sinal bateu. Daqui a dois minutos as estrelas serão a minha única companhia, então é melhor eu parar de escrever e guardar tinta na caneta pra amanhã. Já vi que vai ser difícil conseguir outra nesse lugar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se vocês gostarem eu posto mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpa a demora nos posts, é que a inspiração anda em baixa por aqui. Espero que gostem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-2699258346501747791?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/2699258346501747791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=2699258346501747791&amp;isPopup=true' title='32 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/2699258346501747791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/2699258346501747791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/05/pginas-arrancadas.html' title='Páginas Arrancadas...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>32</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-7191180007596624558</id><published>2008-04-11T20:32:00.004-03:00</published><updated>2008-04-11T22:23:22.267-03:00</updated><title type='text'>Xeque-Mate</title><content type='html'>Cada peça estava estrategicamente posicionada. Os peões na linha de frente, prontos para defender seu reino a todo custo. As torres nos cantos, prontas para atacar qualquer um que tentasse invadir seu território. A cavalaria pronta para agir assim que fosse ordenada. Os bispos ao lado do Rei e da Rainha, usando de toda sua influência e de toda sua astúcia. E finalmente, o casal real. A Rainha, jovem, vigorosa, perspicaz, pronta para derrotar qualquer um que cruzasse seu caminho. E o Rei. Apesar da idade avançada e dos movimentos debilitados, já tinha passado por inúmeras batalhas como essa, e sabia exatamente como comandar suas tropas a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um jogo. Uma batalha. Mais do que uma simples batalha. Uma batalha pela honra. Quem quer que caísse, cairia com todas as suas forças. Seria a última e derradeira disputa pela honra, entre aqueles 2 reinos, entre aquelas 2 vidas. Pretas e Brancas. Forças iguais, que só iriam se diferenciar com a vitória ou a derrota. Forças iguais e ao mesmo tempo muito diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monarca branco dá seu sinal. A batalha tem seu início. Um peão, arrojado, corajoso, impetuoso, começa sua luta. O monarca preto dá seu sinal. Um cavaleiro, rápido, forte, resistente, corre pelo campo. Movimento após movimento. Cada passo pensado e calculado friamente. Cada passo em busca da queda do adversário. Que vença o melhor exército. Que vença o melhor estrategista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A batalha continua a todo o vapor. Peões sucumbem. Torres são destruídas. Cavaleiros caem de suas montarias com destino ao abismo da morte. Bispos são assassinados em nome de Deus. Cada exército mostra suas forças e suas fraquezas a cada passo. A destruição aos poucos vai dando forma ao vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rainha branca sofre um golpe mortal do bispo preto. Um punhal cravado em seu peito faz a soberana daquele império se transformar numa mera mortal, frágil e vulnerável como todas as outras. Ela não tem mais forças para continuar. Deixa para seu esposo o pedido de vingança, o qual ele, com ódio no olhar, dá-lhe a confirmação que ela precisava para partir em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exércitos quase não existem mais. O casal preto está acompanhado de seu bispo. O monarca branco está acompanhado de seu fiel cavaleiro, e de seu mais nobre peão. Os últimos e derradeiros movimentos definirão quem é o melhor. O rei branco, tomado pelo ódio, ordena o ataque de seu cavaleiro. Mas antes que este chegue a seu destino, a rainha preta sucumbe. E logo após ela, o rei preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caído, sem forças, o monarca preto só teve tempo de ver o sorriso no rosto de seu bispo. A traição era eminente, mas ele preferira ignorá-la em prol da batalha. Pagara o preço por isso. Do lado branco, o cavaleiro e o peão comemoravam, enquanto o rei mostrava tristeza em seu olhar. Não era dessa maneira que ele queria vencer. Sua honra tinha sido jogada no lixo com aquela traição que tirara sua verdadeira vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não tinha mais motivos para continuar vivo. Sua esposa tinha caído. Sua honra estivera ao alcance das mãos e ela a deixara escapar. Com um último movimento de sua espada, cravou a lâmina em seu próprio peito, e foi ao encontro de sua amada e de seu nobre inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peão olhava assustado e não entendia o motivo daquilo. O cavaleiro, um pouco mais esperto, sentia-se orgulhoso da nobreza de seu falecido rei. O Bispo ria com todas as suas forças. Seu plano estava completo. Não existia mais pretas e brancas. Tudo se misturava em um tom de cinza com o vermelho do sangue dos caídos. E ele, o astuto Bispo, se tornava agora o novo Rei, naquela fusão de cores, naquele novo reino. Pelo menos até a próxima batalha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-7191180007596624558?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/7191180007596624558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=7191180007596624558&amp;isPopup=true' title='36 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/7191180007596624558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/7191180007596624558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/04/xeque-mate.html' title='Xeque-Mate'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>36</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-5611375243959562109</id><published>2008-04-04T16:45:00.006-03:00</published><updated>2008-04-04T18:57:58.699-03:00</updated><title type='text'>O conto do céu desconhecido...</title><content type='html'>Que Saramago me perdoe! O texto vai ser polêmico, não espero que muita gente entenda o verdadeiro sentido dele, mas eu gostei e queria ver a opinião de algumas pessoas, e peço que comentem só quem leu ele todo. Uma paródia religiosa ao conto da ilha desconhecida de José Saramago:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Um homem foi bater a porta de Deus e disse-lhe; Dá-me respostas. A casa de Deus tinha muitas portas, mas aquela era a das orações. Como Deus passava quase todo tempo na porta dos oferendas (pra onde você achou que o dízimo ia?), ele muitas vezes esquecia da porta das orações, e só quando o som das trombetas dos Tronos ressoava alto pelo salão celestial e tirava o sossego à vizinhança (as pessoas começavam a murmurar, que Deus temos nós, que não atende), é que dava ordem ao Arcanjo mais próximo para saber o que era tão importante. Então, o Arcanjo chamava um Serafim, que chamava um anjo, e assim sucessivamente, até chegar em um Querubim, o qual não tendo ninguém a quem mandar, entreabria a porta das orações e perguntava pela fricha; Que é que tu queres? O suplicante dizia ao que vinha, ou seja, pedia o que tinha a pedir e depois instalava-se a um canto da porta, esperando a resposta. O pedido fazia o caminho inverso, e chegava ao Querubim a ordem de dizer sim ou não, conforme a Maré.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, no caso do homem que queria respostas, as coisas não se passaram bem assim. Quando o Querubim lhe perguntou pela nesga da porta, Que é que tu queres, o homem, em lugar de pedir, como era costume de todos, saúde, riqueza, casamento, filhos, respondeu, Quero falar com Deus, Já sabes que Deus não pode vir, está na porta das oferendas, respondeu o Querubim, Pois então vá lá dizer-lhe que não saio daqui até que ele venha, pessoalmente, saber o que quero, rematou o homem, e deitou-se ao comprido no limiar, tampando-se com a manta por causa do frio. Entrar e sair só por cima dele. E isso era um problema, já que a pragmática das portas dizia que só podia ser atendido um suplicante de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso que estamos narrando, o resultado da ponderação entre os benefícios e os prejuízos foi ter ido Deus, em real "pessoa", à porta das orações, para saber o que queria o intrometido que se havia negado a encaminhar o requerimento pelas competentes vias burocráticas. Abre a porta, disse o rei ao Querubim, e ele perguntou, Toda ou só um bocadinho. Deus duvidou por um instante, mas depois percebeu que pareceria mal, o Todo-Poderoso falar com um fiel através de uma fresta, Toda, ordenou Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inopinado aparecimento de Deus (nunca tal coisa havia sucedido desde que ele andava de auréola na cabeça) causou uma surpresa desmedida, não só aos oradores, mas também à vizinhança que, atraída pelo repentino alvoroço, assomaram-se nas janelas das casas celestiais, do outro lado da rua. A única pessoa que não se surpreendeu por aí além foi o homem que tinha vindo atrás de respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repartido pois entre a curiosidade que não pudera reprimir e o desagrado de ver tanta gente junta, Deus tratou logo de fazer 3 perguntas seguidas, Que é que tu queres, Por que foi que não disseste logo o que querias, Pensarás tu que não tenho mais nada que fazer, mas o homem só respondeu à primeira pergunta, Dá-me respostas, disse. O assombro deixou Deus a tal ponto desconcertado, que o Querubim tratou logo de pegar o banquinho o qual ele próprio usava quando precisava trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sentado, pois o banquinho era pequeno e incômodo, Deus perguntou, meio a contragosto, E  tu quais respostas desejas obter, pode-se saber, Eu quero saber por que não me fizeste ignorante como muitos outros, respondeu o homem, Mas a ignorância é um defeito, e não uma qualidade, respondeu Deus, disfarçando o riso, como se tivesse na sua frente um louco varrido, Pelo contrário, a ignorância é a maior das virtudes, respondeu o homem, Disparate, eu criei os defeitos e as virtudes e sei quais são quais, respondeu Deus, Quem foi que te disse, Deus, que as vezes as coisas não podem se modificar ao longo do tempo, Porque elas sempre foram assim, Elas sempre foram até mudar, Eu sou o Deus desse mundo e sei o que muda e o que não muda, sem mim vocês não são nada, Pelo contrário Deus, sem nós tu não és nada, sem nossa crença, nossa fé, o senhor não teria razão para existir, mas nós continuaríamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus, um pouco mais sério, perguntou-lhe, Então me digas por que a ignorância se tornou uma virtude, Porque, Deus, graças a ela as pessoas podem ser felizes, respondeu o homem, Como assim felizes, Bom, as pessoas ignorantes, não se preocupam se vêem aqueles que deveriam nos ajudar nos prejudicam, não se preocupam com as injustiças, nem com os problemas do mundo, nem com a vida sofrida alheia, Deus, elas só se preocupam em serem felizes, sem ligar para o que passa  sua volta, fingindo que não é com elas, ou mesmo não entendendo o que se passa ao seu redor, pelo contrário, elas precisam de pouco para serem felizes, não importa se tem gente passando fome, se tem gente morrendo pela violência, gente largada na rua, o que importa é dar a oferenda ao senhor, ir a missa todos os domingos, mesmo que quando sair da igreja faça tudo ao contrário, o que importa é ver seu time vencer, e ter a cerveja do final de semana para comemorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, afinal, o que é que desejas, perguntou-lhe Deus, Desejo que me faça um ser ignorante, Pois bem então, vou dar-te a ignorância, mas as conseqüências serão tuas. Os gritos e aplausos do público não deixaram Deus ouvir o agradecimento do homem e nem seu pedido de um fígado extra para as cervejas dos finais de semana. Deus já havia voltado a porta das oferendas, e a hierarquia na porta das orações voltava a ser a mesma. Pelo menos por enquanto..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quiserem me xingar de Herege, me xinguem com conteúdo! Hahahahaha!&lt;br /&gt;E fica aqui uma pergunta: Será que valeria a pena ser ignorante e alienado em prol da própria felicidade? Cá pra mim, não sei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-5611375243959562109?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/5611375243959562109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=5611375243959562109&amp;isPopup=true' title='20 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5611375243959562109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5611375243959562109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/04/o-conto-do-cu-desconhecido.html' title='O conto do céu desconhecido...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>20</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-1906412039856719375</id><published>2008-04-01T22:37:00.009-03:00</published><updated>2008-04-02T13:38:14.184-03:00</updated><title type='text'>A Grande Mentira</title><content type='html'>Os risos abafados se revezavam com escassos e singelos choros e exclamações de dor. Os sorrisos pelo ambiente se misturavam com as lágrimas. Aquilo poderia parecer tudo, menos o que era. Um velório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como esperar uma morte comum, de alguém que, em momento nenhum da vida, tivera essa característica como marca de sua personalidade? Não, ele não era comum. Nem incomum ou raro. Ele era único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pais, um palhaço aposentado e uma professora primária de história,  deram-lhe o nome de Lord Kimb. Uma analogia, é claro ao Deus Nórdico da trapaça, LoKi. E nunca um nome serviu tão bem à uma pessoa, quanto para ele. Não se sabe se o nome o tinha inspirado, a fazer o que fazia, mas uma coisa era certa: ninguém tinha a capacidade de enganar tão bem quanto ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde criança, ele manifestava essa peculiaridade. Induzia os colegas todos a se unirem para realizarem alguma coisa grande, que seria impossível de ser feita sozinha, e enganava a todos para conseguir o que queria, ou muitas vezes por capricho, para mostrar a sua superioridade em relação aos demais. Quem poderia resistir aquele enorme e carismático sorriso? Sem mencionar os olhos, tão verdadeiros que pareciam falsos! E tão falsos, que pareciam verdadeiros...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso era só o começo daquela longa, e agora trágica, jornada através dos diversos campos da manipulação e da perspicácia. As "brincadeiras" foram ficando maiores, assim como os desejos e a megalomania mais do que insana. Cada vez mais, ele queria provar que era superior, melhor, mais esperto. E usava de todas suas artimanhas para enganar qualquer um que "ameaçava" sua hegemonia intelectual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos o que começou como diversão, foi se tornando seu modo de vida. Ele não trabalhava mais. Não era necessário. A facilidade em aplicar um golpe, e a enorme rentabilidade que eles lhe proporcionavam, era mais do que suficiente para largar toda e qualquer tentativa de "vencer" honestamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, ele não precisava disso. Isso era para os fracos, os desprovidos de um intelecto superior como o dele. Ele era melhor que todos eles e não iria perder seu tempo naquele ciclo vicioso que não o levaria a lugar nenhum. Pra que usar a escada, se ele tinha um elevador a sua disposição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não acreditava em Deus. Ou talvez até acreditasse, mas a idéia de ter alguém que sabia mais que ele, era assustadora. Ele acreditava nele mesmo. E era mais do que suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já tinha interpretado todo tipo de papel naquela enorme peça que era a vida. E com um palco do tamanho da Terra, oportunidades era o que não lhe faltava. Empresário de sucesso, esportista premiado, autor de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;best-sellers, &lt;/span&gt;herdeiro de uma nobre família inglesa, professor acadêmico (e este tinha tido um sabor mais do que especial! Como fora bom enganar aqueles que se julgavam mais inteligentes que ele!), arqueólogo, em raras ocasiões, até mesmo mendigo. Cada papel que "interpretava", lhe dava a certeza de que ele era o melhor que todos os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como toda boa tragédia, o teatro da vida reservava suas surpresas e ironias. Aquela certeza de superioridade que Lord Kimb sempre buscou, aquela que ele julgava ser sua maior vantagem, acabou se transformando na sua maior fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela megalomania excessiva, aquele senso de superioridade imenso, o egocentrismo mais do que exacerbado, fizeram com que o trapaceiro fosse pego em sua própria trapaça. Ele, que desde o começo tratava seus jogos manipuladores como obras de arte, cometera o maior erro que um artista como ele poderia cometer. Assinar sua obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém nunca tinha descoberto suas farsas, e no final, ele sempre saia rindo de tudo e de todos, idiotas inferiores, que só serviam para sua sádica diversão. Mas por um pequeno descuido, um simples ato falho, fez ruir seu império de sadismo e mentiras. Ele fora descoberto. Alguém, em algum lugar, tinha conseguido ganhar dele em seu próprio jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe algo pior para alguém que se achava superior por ser perfeito na arte de enganar, do que ser enganado? Aquilo era mais do que ele poderia suportar. Aquela busca pela perfeição o tinha deixado louco, e a descoberta que ele não era imune o fizeram tomar aquela última e desesperada atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma arma em punho, uma bala no tambor, um dedo no gatilho, um barulho ensurdecedor e um rastro de sangue. Tudo tinha ido embora em um instante, em um segundo. Toda aquela teia de falsidades que ele teceu ao longo da vida, ruira com uma simples bala. O teatro da vida tivera seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gran Finale&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu velório continuava com aquele jeito peculiar. Mas pra uma vida repleta de peculiaridades, o que seria uma morte simplória? Ele vivera pela mentira, e não tinha outro jeito de morrer, se não fosse por ela. E mesmo após a morte, as mentiras continuavam. Fosse tristeza, fosse alegria, a sinceridade não era algo presente naquele lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quem sabe, aquele enorme e carismático sorriso, aliado com aquele olhar verdadeiro, não tivera a chance de realizar uma última e derradeira trapaça? Quem sabe ele não tenha tido a chance de enganar a própria morte e esteja vagando por aí, como um mendigo, um professor, ou um empresário de sucesso, como um coadjuvante a espera de reassumir seu papel de destaque na maior de todas as peças? Sinceramente? Não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz dia da Mentira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-1906412039856719375?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/1906412039856719375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=1906412039856719375&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/1906412039856719375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/1906412039856719375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/04/os-risos-abafados-se-revezavam-com.html' title='A Grande Mentira'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-8898030674608425527</id><published>2008-03-14T18:52:00.008-03:00</published><updated>2008-03-15T12:08:39.697-03:00</updated><title type='text'>Fragmento...</title><content type='html'>Aí vai um pedaço de um negócio novo que eu tô escrevendo. Se vcs gostarem eu posto mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;Fazia menos de uma semana que ele tinha saido da prisão. Apesar da "liberdade" reconquistada, ele se sentia mais sozinho do que nunca. Quando fora preso, ele tinha alguém aqui fora que o "amava", amigos de quem gostava, um emprego e todo o resto de uma vida tida como normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo tinha ido embora naqueles 6 anos. Aqueles malditos 6 anos. Ele lembrava como se fosse hoje do dia em que foi preso. Tentativa de Homicídio. Como se encher um "bacana" de porrada fosse tentativa de homicídio. Pouco importava que ele fez tudo aquilo pra defender sua mulher. A justiça nunca era justa mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na prisão, melhor do que em qualquer outro lugar ele descobriu isso. Foram tantas pessoas com quem ele dividiu a cela, que os que foram condenados injustamente eram impossíveis de contar. Mas ele não tinha pena deles. Assim como ninguém teve pena dele. Lá ele aprendeu que você já tem problemas demais na sua vida pra se preocupar com os problemas dos outros. Não importando o que fosse, ou quem fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso, aliado ao seu jeito de "troglodita estúpido" que fizeram ele ficar vivo naquele inferno. Ele não era de falar muito, e sim de observar. E na prisão, se você não ficar atento o tempo todo, você põe tudo a perder. Só que agora ele via que o verdadeiro inferno era do lado de fora. Ele estava sozinho. Sem mulher, sem amigos, sem dinheiro. Tudo que um dia fora importante pra ele tinha ido embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela noite era a primeira que ele saía pra tentar aliviar a pressão desse inferno a céu aberto que ele vivia. Com o que ele tinha, não conseguiria nada melhor que umas duas ou três cervejas numa espelunca qualquer. E foi exatamente isso que ele conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do seu lado, um bêbado batendo no que parecia ser sua mulher. Em outros tempos, ele iria se meter na briga e quebrar a cara do homem. Foi como ele aprendeu na prisão. Ele já tinha problemas demais pra se preocupar com os dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado, uma puta, com um perfume barato e forte demais, se insinuando pra ele, querendo garantir o ganho da noite. Mal sabia ela que ele não tinha grana nem pra começar qualquer coisa com ela. Mas ele não falava nada. Era bom ver uma mulher atrás dele depois de todo esse tempo, mesmo que ela só quisesse dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas num instante, tudo desapareceu. A única coisa que ele conseguia ver, era ela. Um pouco mais baixa que ele, cabelos na altura dos ombros, magra, esbelta, com uma tatuagem que cobria boa parte do braço. Não era o estereótipo de uma "princesa de conto de fadas", mas ele passava longe de um "príncipe encantado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos ele voltou a realidade. Tinha jurado a si mesmo não se apaixonar por mais nenhuma mulher. Tinha perdido boa parte de sua vida por causa de uma, e o que ele ganhou com isso? Nada. Provavelmente a essa hora, a mulher que jurou ama-lo para sempre, estaria trepando com um idiota pior que ele.  Não, ele não ia cometer o mesmo erro duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela passou por ele como se não tivesse ninguém lá. Foi em direção a um h0mem, cheio de pulseiras e cordões, com um jeito estúpido e canalha, e entregou umas 3 notas pra ele. Mas parece que não era suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, provavelmente o seu cafetão, levantou e deu-lhe um tapa no rosto. Ela estava caída no chão, mas não era suficiente pra ele. Levantou e chutou aquela mulher, frágil e indefesa. Não importa o que ela tenha feito, nada podia ser tão cruel a esse ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém mais parecia se incomodar com a cena além dele. A garota sendo espancada por um idiota, e todos agindo como se fosse um simples gesto de afeto. Aquilo era demais. Até mesmo pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou. Foi em direção aos dois lentamente. Apesar da voz na sua cabeça mandando ele não se envolver, o sangue subindo a sua cabeça era mais forte. Pouco mais de dois metros o separavam agora dos dois. E sua presença já tinha sido notada pelo idiota covarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá olhando o que, babaca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Deixa ela em paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aaaah, vai a merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Deixa ela em paz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem tu tá pensando que é? Tá querendo morrer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Deixa ela em paz. Eu não vou falar de novo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um chute. E pela intensidade do sangue cuspido, foi mais forte que os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E agora, valentão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo aconteceu numa fração de segundo...&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua :P&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vcs realmente acharam que eu entregar tudo de bandeja?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-8898030674608425527?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/8898030674608425527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=8898030674608425527&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/8898030674608425527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/8898030674608425527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/03/fragmento.html' title='Fragmento...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-2212177926105558469</id><published>2008-03-04T14:51:00.003-03:00</published><updated>2008-03-07T13:02:04.417-03:00</updated><title type='text'>Hiato</title><content type='html'>Falta de Internet + Falta de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;inspiração&lt;/span&gt; + Falta de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;motivação&lt;/span&gt; = Sem texto novo por um bom tempo!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os 3 voltarem, eu volto com isso aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;Beijos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Rafael Puime&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-2212177926105558469?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/2212177926105558469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=2212177926105558469&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/2212177926105558469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/2212177926105558469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/03/falta-de-internet-falta-de-inspirao.html' title='Hiato'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-5868841068084677615</id><published>2008-02-19T18:41:00.005-03:00</published><updated>2008-02-20T12:32:02.818-03:00</updated><title type='text'>Nostalgia...</title><content type='html'>Se é verdade que nos seus "minutos finais" você vê a sua vida toda passar como um filme através dos olhos, então esse momento chegara. Não que ele quisesse partir, mas ele já não tinha a força (e nem a determinação) necessária pra ficar. Mas ao contrário do que pensavam, ele não se incomodava nem um pouco com isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em números, ele tinha vivido pouco, é verdade. Mas tinha vivido cada pequeno momento, cada segundo de sua existência de uma maneira tão intensa, que era um grande equívoco dizer que ele vivera pouco. Em pouco tempo, ele vivera muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o filme começava como aqueles filmes infantis, com ele no auge de seus nove anos, correndo atrás do cachorro, no quintal (e que quintal!) da casa dos avós maternos. A goiabeira em que ele costuma subir pra roubar as frutas e se deliciar durante toda a tarde ainda estava lá. E que saudade daquela goiabeira. Ou melhor, que saudade daquela infância!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima cena do filme já era aquele clássico clichê de filme adolescente norte-americano. Os tempos áureos do colégio (de freira, é lógico), em que nada mais importava além das garotas. E com as primeiras paixões, vieram as primeiras decepções, os primeiros porres e os primeiros (de muitos) recomeços. E estava tudo novamente ali, na sua frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada momento importante vivido estava agora ali, na sua frente, naquela película imaginária a qual somente ele era capaz de ver. E a trilha sonora desse filme só era atrapalhada pelo som ritmado que vinha dos aparelhos. E que aos poucos iam diminuindo o ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os presentes naquele momento, vez ou outra também estavam presentes no seu "filme" (e ele não entendia até agora como teve coragem de usar aquele cabelo!). E talvez, mais tarde, eles se encontrassem novamente, num &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;remake&lt;/span&gt; ou numa continuação daquele filme biográfico. Mas saber que as pessoas que realmente importavam pra ele estavam presentes em momentos igualmente importantes já era satisfatório o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aos poucos, a sua viagem ia chegando ao ponto final (ou talvez ao ponto de partida!). Os compassos ritmados de seus batimentos cardíacos eram cada vez mais lentos. E o sorriso em sua face, cada vez maior. Ele partia, mas partia feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento nostálgico havia chegado ao fim. Talvez o "fim" fosse só o começo. Talvez agora, ele pudesse subir novamente naquela velha goiabeira da casa dos seus avós maternos, da qual não restava nem um tijolo. A única certeza naquele momento, era que ele partia com a sensação de dever cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som dos aparelhos havia parado. O último acorde da sua orquestra vital acabara de ser tocado. As lágrimas rolavam pelo quarto. O único sorriso naquele momento, era dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;____________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitando o post pra agradecer a &lt;a href="http://miraverde.blogspot.com/"&gt;Denise&lt;/a&gt; que me mandou esses 2 selos pro meu blog! E indicar mais 3 que valem a pena!&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_z2sh5ablqBo/R7xGspjgS9I/AAAAAAAAAD4/ajzn6-xVSTg/s1600-h/selo4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_z2sh5ablqBo/R7xGspjgS9I/AAAAAAAAAD4/ajzn6-xVSTg/s320/selo4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169084205197446098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_z2sh5ablqBo/R7xGsZjgS8I/AAAAAAAAADw/BPRsjIY35Gs/s1600-h/selo3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_z2sh5ablqBo/R7xGsZjgS8I/AAAAAAAAADw/BPRsjIY35Gs/s320/selo3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169084200902478786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://virgulaantenada.blogspot.com/"&gt;Vírgula Antenada&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://arthurlopess.blogspot.com/"&gt;Arthur Lopes&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blogdobarzinho.blogspot.com/"&gt;Blog do Barzinho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mandar meus sinceros agradecimentos pra todos que visitam essa budega aqui! Que sem vcs isso não ia pra frente! Valeu!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-5868841068084677615?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/5868841068084677615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=5868841068084677615&amp;isPopup=true' title='26 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5868841068084677615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5868841068084677615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/02/nostalgia.html' title='Nostalgia...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_z2sh5ablqBo/R7xGspjgS9I/AAAAAAAAAD4/ajzn6-xVSTg/s72-c/selo4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>26</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-448056948702077618</id><published>2008-02-16T17:41:00.003-02:00</published><updated>2008-02-16T23:06:30.879-02:00</updated><title type='text'>O destino da solidão... Ou a solidão do destino...</title><content type='html'>Todas as noites, no mesmo banco no canto do balcão, com a mesma dose de whisky e o mesmo olhar pensativo.  Ninguém sabia seu nome, o que fazia ou de onde vinha. Era conhecido como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solitário &lt;/span&gt;mas acho que em sua solidão, ele estava melhor acompanhado que a maioria de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos primeiros meses, todos se indagavam quem seria o misterioso homem. Mas com o passar dos anos a sua presença e os seus motivos deixaram de ser assunto. Alguns achavam que ele escondia um passado terrível. Outros, que ele tinha medo do futuro. E outros simplesmente nem ligavam pra ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos aqueles anos, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solitário&lt;/span&gt; só falara 2 vezes. Na primeira vez que chegou, que me pediu uma dose de whisky, e alguns anos depois, com uma mulher que queria fazer-lhe companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora um fato curioso. Me lembro daquela noite como se fosse hoje. Tudo parecia no lugar, os bêbados discutindo, os rapazes na sinuca e ele mais uma vez estava entretido no seu silêncio. Até a aproximação dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perfume era doce demais, e a maquilagem mais do que necessária. Mas ela era uma mulher bonita. Bonita o suficiente para não esperar esquivas ou rejeições, de quem quer que fosse. Ela ia se aproximando lentamente, tentando puxar assunto, tentando fazer ele esboçar qualquer reação. O mistério em torno dele o tornava um objeto de desejo para ela. Mas a única coisa que ela conseguiu fazer (e já foi mais do que qualquer outro jamais conseguiu), foi ouvir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tire minha solidão se não conseguir me oferecer uma companhia que realmente valha a pena...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um momento único, e como todos os momentos únicos, nunca mais se repetiu. E não era preciso. A cara desconcertada dela, e a expressão imutável dele mostravam o contraste de valores da situação para cada um deles. Para ela, uma ofensa fatal. Para ele, era como se nada tivesse acontecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os anos foram passando. Os traços da idade apontavam gradativamente em meu rosto, mas ele parecia ser imune as areias do tempo. Os anos passaram e ele não mudara nada, sempre com a mesma expressão, com a mesma dose de whisky e com o mesmo olhar pensativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que eu sentia um afeto quase fraternal pelo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Solitário&lt;/span&gt;. Afinal, após vários  anos de "convivência", a gente acaba se preocupando com as pessoas, por mais distantes que elas pareçam estar. E foi por causa disso que eu senti como se tivesse perdido um irmão quando ele simplesmente desapareceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opinião geral é que ele morrera no trajeto pra casa. Outros, mais criativos, dizem que seu passado terrível fora descoberto e ele teve que ir embora. Uns dizem que finalmente o destino o encontrou.Mas eu prefiro acreditar que ele finalmente foi de encontro ao seu destino. E torço com todas as minhas forças que ele o tenha encontrado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-448056948702077618?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/448056948702077618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=448056948702077618&amp;isPopup=true' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/448056948702077618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/448056948702077618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/02/o-destino-da-solido-ou-solido-do.html' title='O destino da solidão... Ou a solidão do destino...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>17</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-4290831031723488456</id><published>2008-01-21T00:20:00.001-02:00</published><updated>2008-01-21T11:38:15.698-02:00</updated><title type='text'>Forças e Fraquezas...</title><content type='html'>Ela sentia frio. Daqueles frios que a insegurança e a saudade criam. Daqueles frios que só um tipo de calor pode aquecer. O calor humano...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era forte. Sempre conseguiu se virar sozinha, cuidar de si mesma, e isso era motivo de orgulho próprio. Tinha suas próprias opiniões, metas e objetivos, e não se intimidava perante os obstáculos que vez ou outra surgiam. Mas naquele momento, a sua força parecia ser ineficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse a saudade de casa, talvez fossem os medos, talvez fosse a "solidão". Seus olhos mostravam uma fraqueza incomum, uma vulnerabilidade rara. Ela estava com frio, e não conseguia se aquecer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou pras fotos na estante. Relembrou a infância e a época em que não tinha preocupações nem responsabilidades. Relembrou a família e os momentos aconchegantes e calorosos que passava ao lado de cada membro dela. Relembrou os amigos e a alegria que era estar ao lado deles, fosse numa sala de aula, numa mesa de sinuca, ou em qualquer outro lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. Ela definitivamente não estava sozinha. E aos poucos, as lembranças criaram o calor necessário para a aquecer. E aqueles olhos que a pouco estavam com um olhar triste, brilhavam  a cada boa lembrança. Ela voltara a ser forte. Pelo menos por enquanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá, eu sei que não tá muito bom, mas eu to meio sem criatividade por esses dias, e precisava escrever algo sobre isso. De qualquer forma, quando a criatividade voltar eu escrevo mais alguma coisa! Abração!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-4290831031723488456?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/4290831031723488456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=4290831031723488456&amp;isPopup=true' title='31 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/4290831031723488456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/4290831031723488456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/01/foras-e-fraquezas.html' title='Forças e Fraquezas...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>31</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-5833852280791517300</id><published>2008-01-05T10:46:00.000-02:00</published><updated>2008-01-05T12:11:41.037-02:00</updated><title type='text'>Sobre Leões e Taças de Vinho...</title><content type='html'>Ele saiu apressado daquele salão. A música alta, o barulho das pessoas conversando assuntos inúteis, o calor excessivo, o ar pesado e difícil de respirar tornavam aquele lugar insuportável. Correu em direção a porta, se desviando de quem tivesse em seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar lá fora era melhor. Mais leve, mais frio, mais silencioso. Ele se sentia melhor longe daquilo tudo. Por mais que se esforçasse, ele nunca conseguia se acostumar com tudo aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua taça de vinho balançava lentamente por entre seus dedos. Seu reflexo invertido na taça, o fazia pensar. Será que ele estava sendo ele mesmo, ou tentando ser algo que não era e nem nunca iria ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Não aguentou ficar lá dentro?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É... essas festas nunca me deixam a vontade... - Respondeu, meio perplexo pela presença dele lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Eu lembro bem disso. Desde criança você é assim. Nunca gostou dessas reuniões cheias de gente. Sempre preferia ficar só, no seu canto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você lembra coisas demais meu amigo... aquele tempo já passou, e eu tento ser diferente agora. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Mas as suas tentativas continuam se mostrando ineficazes, certo? Não adianta, por mais que você queira mudar, você não vai conseguir. Pode parecer terrível, mas é verdade...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva começou a cair mais forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque você acha isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Você pode ver num zoológico qual leão nasceu em cativeiro e qual foi capturado. Os olhos do leão selvagem têm um brilho diferente, um jeito de fera aprisionada. Eles conheceram a liberdade e a perderam, e não se conformam com isso. Ao mesmo tempo, os leões que nascem em cativeiro não demonstram nada de diferente. Eles apenas vivem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas ambos acabam tendo o mesmo destino. Ambos continuam dentro de uma jaula, não importando sua origem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Tem certeza? Olha pra essa taça na sua mão. Pra que ela serve?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora bolas, pra que uma taça serve? Para por vinho nela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E agora?&lt;/span&gt; - Falou, virando a taça de cabeça pra baixo e colocando a boca sobre a sacada onde estavam. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Mesmo que você ficasse anos tentando preenche-la com vinho, não conseguiria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas no final, ela continua sendo uma taça de vinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Exato!! Acho que você entendeu o que eu queria dizer!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acho que sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Bom, eu vou voltar pra dentro. Você vem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem sabe mais tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ambos sabiam que aquele mais tarde nunca chegaria... A taça estava novamente virada pra cima. Tudo estava onde devia estar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-5833852280791517300?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/5833852280791517300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=5833852280791517300&amp;isPopup=true' title='22 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5833852280791517300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/5833852280791517300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2008/01/sobre-lees-e-taas-de-vinho.html' title='Sobre Leões e Taças de Vinho...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>22</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-7117741430016601124</id><published>2007-12-11T18:10:00.000-02:00</published><updated>2007-12-11T21:21:57.345-02:00</updated><title type='text'>Atitudes...</title><content type='html'>Ele estava sentado em frente ao balcão, uma garrafa de cerveja na mão, um cigarro nos lábios, e perdido entre seus milhares de pensamentos. Não era isso que ele tinha em mente quando resolveu investir na sua carreira de músico. Um bar cheio de bêbados que mal ligavam pro que ele tocava ou deixava de tocar não era bem o lugar em que ele imaginava que estaria quando se lançou em sua aventura musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E era justamente quando ele parava com o "show" e ia pro balcão, que ele se perguntava se era isso mesmo que ele queria. Tocar músicas que pouco o agradavam, somente para cumprir ordens, gastar seu vasto talento tentando entreter um bando de idiotas que nunca dariam valor ao seu trabalho. Era isso que ele queria de verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, as noites as vezes rendiam algo a mais pra ele. De vez em quando, alguma garota assistia ele tocando e vinha falar com ele. Quando isso acontecia, era quase certo que no final da noite eles estariam transando em algum quarto por aí. Mas nunca passava disso, e na manhã do dia seguinte, as únicas companhias que lhe restavam era seu violão e seus cigarros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom avisou que estava na hora de voltar a tocar. Ele apagou seu cigarro, bebeu de um gole só toda sua cerveja, e se dirigiu ao palco, pensando em qual música idiota ele teria que tocar agora. Ele odiava tocar essas músicas, mas o dinheiro no final do mês era o suficiente pra bancar as despesas, então ele suprimia seu desejo de tocar suas próprias canções em prol da garantia do emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ele estava cansado disso tudo. E ele decidira a pouco que esta noite seria diferente. Pouco importava se ele perderia seu emprego, pouco importava se ele ouviria reclamações idiotas de seu patrão. Nesta noite, ele faria o que ele gosta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou no banco, pôs seu violão no colo e olhou pra "platéia". Como sempre, ninguém prestava atenção nele. Isso lhe deu coragem necessária pra tocar o primeiro acorde. E o segundo. E o terceiro. E numa seqüência perfeita de melodias, aproximou sua boca do microfone e cantarolou as primeiras palavras de uma de suas belas composições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu chefe lançou-lhe um olhar fulminante por tocar algo diferente do combinado. Mas ele não ligou pra isso e continuou com sua música. Nada mais importava naquele momento. Ele estava finalmente, fazendo o que gostava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminou o show daquela noite com uma rara satisfação. Nem mesmo os gritos e xingamentos que recebera de seu patrão puderam estragar o que ele sentia naquele momento. E as coisas ficaram ainda melhores quando uma bela garota se aproximou dele, elogiando aquela música que ele tocou quando voltou ao palco. A noite hoje prometia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-7117741430016601124?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/7117741430016601124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=7117741430016601124&amp;isPopup=true' title='18 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/7117741430016601124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/7117741430016601124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2007/12/atitudes.html' title='Atitudes...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>18</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-6594749328703284810</id><published>2007-12-05T18:09:00.000-02:00</published><updated>2007-12-05T18:51:49.106-02:00</updated><title type='text'>Simplicidade...</title><content type='html'>Aos poucos ela foi se cansando de tudo. As coisas que antigamente a faziam sorrir, hoje mal fazem ela mexer os lábios. As coisas que a empolgavam, hoje a fazem ficar entediada. Ela poderia ter tudo, que continuaria se sentindo incompleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva caia como se o mundo fosse acabar. Trovões eram ouvidos ao longe, e faziam a janela do seu quarto tremer. O vidro molhado com as gotas da chuva, a lembravam que ela estava presa dentro de seu próprio mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua mãe estava na sala, como sempre, vendo a novela. Seu irmão, no computador, ignorando os avisos de sua mãe sobre os relâmpagos. Seu pai ficara preso em uma reunião no trabalho mais uma vez. Tudo estava onde deveria estar. Era sempre assim, a mesma rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava cansada disso tudo. Nem os presentes que ganhava do pai, nem os garotos tentando conquistá-la, nem os filmes que outrora ela adorava, nada conseguia satisfaze-la por completo. Por mais que ela tentasse, tudo parecia incompleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como se fosse a coisa mais normal do mundo, ela parou de olhar as gotas de chuva no vidro da janela, levantou-se da cama e foi em direção a porta. Desceu o lance de escadas, sem responder a pergunta do irmão. Passou pela sala. Sua mãe mal notara sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi até a cozinha e abriu a porta dos fundos. A chuva caia mais forte que nunca. O cheiro de terra úmida do jardim de sua casa era o mais doce perfume que ela poderia sentir. Os pés descalços tocaram a grama molhada. As gotas de chuva molhavam seus longos cabelos, e aos poucos encharcavam sua camisola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gritos histéricos da mãe pouco importavam agora. O risco de adoecer, muito menos. Ela precisava fazer isso. E pela primeira vez em muito tempo, ela se sentiu completa. E o cheiro da terra úmida, o textura da grama molhada, a água da chuva em seu rosto a fizeram perceber uma coisa. Ela estava viva. Mais viva do que nunca...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-6594749328703284810?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/6594749328703284810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=6594749328703284810&amp;isPopup=true' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/6594749328703284810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/6594749328703284810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2007/12/simplicidade.html' title='Simplicidade...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-2589799184418868162</id><published>2007-11-27T16:10:00.000-02:00</published><updated>2007-11-27T16:52:37.004-02:00</updated><title type='text'>Gita</title><content type='html'>&lt;pre&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;"Eu sou a luz das estrelas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Eu sou a cor do luar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Eu sou as coisas da vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Eu sou o medo de amar"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É com esse pequeno trecho da música &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Gita &lt;/span&gt;de Raul Seixas que eu vou começar o texto de hoje. Mais precisamente com a última estrofe. "Eu sou o medo de amar". O que seria o medo de amar, caro leitor? Você já parou pra pensar nisso? Pois eu já...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que o mundo é mundo, desde que o primeiro ser vivo surgiu, o medo está aí. Seja o medo do mais forte, o medo da chuva, do escuro ou de altura, ele está presente. Seja o medo da morte ou o medo da vida, ele assombra todo e qualquer ser vivo. Mas existe um medo que é único, pra nós, seres humanos. O medo de amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor. Do latim &lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;i&gt;amore. &lt;/i&gt;Afeição que nos impele para o objeto dos nossos desejos. Medo. Do latim &lt;span style="font-style: italic;"&gt;metu&lt;/span&gt;. Receio de alguma coisa. Então, "medo de amar" seria o receio de correr atrás do que (ou de quem) a gente quer. Talvez pela possibilidade de decepção e sofrimento, nós muitas vezes deixamos o medo tomar conta da gente, e deixamos de ser felizes, "só" por não enfrentar aquilo que nos assusta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É incontável o número de pessoas que deixaram de ser felizes pelo simples fato de não enfrentar esse medo. A possibilidade de se machucar no futuro, faz com que você se feche para qualquer coisa que não seja certa. Já dizia o ditado: "É melhor prevenir do que remediar". Pois eu digo, é melhor viver do que se arrepender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é curta demais pra ficarmos pensando nos diversos "se". E muitas vezes, esses "se" que são a fonte do medo que nós sentimos. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E se não der certo?" E se a gente descobrir que não tem nada a ver um com o outro?".&lt;/span&gt;  Porque ao invés de fazer essas perguntas, não perguntamos: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"E se tudo der certo?" " E se eu descobrir que ela(e) é o amor da minha vida?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Faça um teste. Ao invés de perguntar "Por quê?", pergunte "Por quê não?". Você pode até quebrar a cara mais vezes, mas pode ter certeza que será muito mais feliz! Digo isso por experiência própria, de alguém que resolveu enfrentar seus medos.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Só mais um conselho: Carpe Diem! Aproveite cada momento como se fosse o último. Não deixe de fazer nada apenas por medo ou receio. Viva. E seja feliz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;pre&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/pre&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-2589799184418868162?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/2589799184418868162/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=2589799184418868162&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/2589799184418868162'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/2589799184418868162'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2007/11/gita.html' title='Gita'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-6536231613053630941</id><published>2007-11-25T20:43:00.000-02:00</published><updated>2007-11-25T21:02:19.533-02:00</updated><title type='text'>Mudanças...</title><content type='html'>Você já reparou como as coisas mudam tanto em tão pouco tempo?! De uma hora pra outra tudo pode mudar, e se você não estiver atento, nem percebe. O tempo necessário pra ocorrer uma mudança dessas? Pode ter ocorrido enquanto você lia esse parágrafo, e você nem percebeu!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas engana-se quem acha que mudanças são só mudanças. Elas transformam tantas coisas, que as vezes as mudanças viram algo permanente! Até é claro, mudarem de novo. Aí o ciclo recomeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu parei pra observar algumas dessas mudanças acontecendo durante um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tempinho&lt;/span&gt;. E é uma coisa bem interessante pra se fazer, se você, assim como eu, não tiver nada melhor pra fazer! Por exemplo, nesse pouco tempo eu vi sentimentos mudando tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;drasticamente&lt;/span&gt;, que é até &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;difícil&lt;/span&gt; acreditar. Vi pessoas mudando totalmente de opinião e eu mesmo mudei a minha. Fiquei feliz enquanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;tava&lt;/span&gt; triste e fiquei triste enquanto &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;tava&lt;/span&gt; feliz. Eu mudei. Você mudou. Todos mudamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, acho que é isso. Pelo menos até tudo mudar de novo. Se é que já não mudou e eu nem percebi! E se você não gostar, leia de novo outro dia! Quem sabe até lá sua opinião não muda?! Ou não... vai saber!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-6536231613053630941?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/6536231613053630941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=6536231613053630941&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/6536231613053630941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/6536231613053630941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2007/11/mudanas.html' title='Mudanças...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-8922466137604081896</id><published>2007-11-18T10:47:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T11:09:17.122-02:00</updated><title type='text'>Erros e Consequências...</title><content type='html'>Ele apenas observava as consequências de seu erro. Vê-la indo embora era talvez a pior delas. A cada passo que ela dava, ele sentia um pedaço dele indo embora. Ela estava cada vez mais distante, e ele, cada vez menos vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Nem todas as palavras do mundo poderiam descrever o que ele sentia por dentro naquele momento. Ele já tinha cometido outros erros antes, mas nenhum com a importância desse. Talvez tivesse jogado fora a única chance de ser feliz em sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Cada centímetro que ela se afastava, o lembrava do quão idiota ele tinha sido. Cada centímetro que ela se afastava, o lembrava de que um erro pode por tudo a perder. Cada centímetro que ela se afastava, o mostrava que ele realmente a amava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Não. Ele não ficaria olhando ela ir embora. Podia ser imperdoável, inesquecível, inexplicável, mas ele não ia deixar um erro acabar com a sua vida. Ele não deixaria tudo acabar sem ao menos lutar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ele correu atrás dela, como se o mundo estivesse acabando. E o mundo estava acabando, ao vê-la ir embora e deixar pra trás todos os sentimentos que uma vez sentiu. Nada mais fazia sentido sem ela ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ele correu. E correu. E correu. Olhos nos olhos. Nenhuma palavra poderia explicar aquele momento. Olhos nos olhos. Ele já tinha dito tudo e ao mesmo tempo não tinha dito nada. Olhos nos olhos. Era sua última tentativa e ele não ia joga-la fora. Olhos nos olhos. Ele realmente a amava...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fim (Ou talvez só o começo...)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-8922466137604081896?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/8922466137604081896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=8922466137604081896&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/8922466137604081896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/8922466137604081896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2007/11/erros-e-consequncias.html' title='Erros e Consequências...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2740247721326785744.post-2663973548849242639</id><published>2007-11-12T20:27:00.001-02:00</published><updated>2007-11-13T22:34:34.564-02:00</updated><title type='text'>Hábitos...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Ela sentou na habitual fonte, na habitual praça. Ela já se acostumara com essa cena. Ficar sentada observando a água em um movimento quase mecânico enquanto formulava teorias "malucas" sobre a vida já fazia parte de seus dias. E ela não reclamava disso. Aliás, ela nunca reclamava de coisa alguma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Ninguém nunca falava com ela. Talvez fosse o seu cabelo pintado de azul, talvez fossem suas roupas pretas, o fato é que as pessoas pareciam ter medo dela. Mas ela não ligava pra isso. Sempre achava defeitos demais nas pessoas pra manter uma conversa por algum tempo. O fato é que ela era uma pessoa solitária. Até demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Segundo sua própria concepção, era a melhor maneira de evitar decepções. Se ela não esperasse nada de ninguém, ela não teria com o que se decepcionar. Por isso ela afastava qualquer pessoa e continuava fechada em seu próprio "casulo", protegida de tudo e de todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Provavelmente esse jeito fechado foi consequência da infância cheia de decepções. Ou talvez da família problemática. Do pai bêbado ou da mãe que insistia em manter as aparências enquanto o mundo ruia atrás dela. O fato é que tudo estava funcionando perfeitamente da maneira como estava. Ela não precisava de mais ninguém além dela mesma. E de seus cigarros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Ela pegou um cigarro do maço guardado no bolso de sua jaqueta e o acendeu. Ela repetia esse gesto desde os 16 anos de idade, e nunca se cansava. Quando ela acendia seu cigarro, tudo a sua volta parecia desaparecer, e a única coisa que importava era o movimento quase ritualístico de fumar seu cigarro. Foi a maneira que ela encontrou de fugir de tudo por alguns minutos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Só que dessa vez algo a tirou da sua fuga. Um toque sutil de uma bola em seus pés a fez sair de seu mundo por um instante. Uma figura vinha se aproximando, em direção a bola, e parou a alguns metros dela:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- Moça, você pode me devolver a bola?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Não se sabe foi a maneira que a pequena garota falou com ela, sem medos e sem receios, que a fez ficar desse jeito. Talvez a pele branca como papel, e os cabelos pretos encaracolados a tivessem feito lembrar de sua infância. Mas acontece que ela simplesmente ficou parada por alguns instantes, observando a menina. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- Moça? Você pode me devolver a bola?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;- Ahn?! Ah sim, claro. Toma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Ela chutou a bola para a menina, ainda sem acreditar direito na cena. Fazia tempos que ela não via alguém sem receio de se aproximar dela. Fazia tempos que ninguém se aproximava dela sem a julgar pela aparência.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;- Obrigada! E moça... você deveria parar de fumar! Cigarros fazem mal pra saúde!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;"Quem essa menina pensa que é pra me dar conselhos?? Mal saiu das fraldas e acha que sabe alguma coisa do mundo?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;- É, eu sei. Obrigada pelo conselho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;    Ela viu a menina se afastando aos poucos, erguendo a bola para os amigos como se fosse um trófeu conquistado com muito esforço. Aproximou seu cigarro da boca, mas parou na metade, olhando pra ele. Observou-o por alguns segundos, e voltou seu olhar para a menina, que já estava na companhia de seus amigos, brincando com a bola.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:georgia;" &gt;- Filha da mãe...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Apagou seu cigarro, levantou-se lentamente e foi embora, com um sorriso no rosto. Pelo menos por hoje, ela não ia fugir...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2740247721326785744-2663973548849242639?l=rafaelpuime.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/feeds/2663973548849242639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=2740247721326785744&amp;postID=2663973548849242639&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/2663973548849242639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2740247721326785744/posts/default/2663973548849242639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://rafaelpuime.blogspot.com/2007/11/hbitos.html' title='Hábitos...'/><author><name>Rafael Puime</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02562496735691670565</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02424698768336164216'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry></feed>